Inflação na Alemanha desce mais que o previsto

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A inflação na Alemanha surpreendeu os especialistas com uma descida maior que a prevista. De acordo com os dados avançados pelo Destatis, o gabinete de estatísticas alemão, a inflação desceu para 1,4% em maio.

 

Segundo a previsão feita pelos economistas consultados pela Bloomberg, a inflação na Alemanha deveria descer para os 1,5%. A descida foi, afinal, mais acentuada que a prevista.

 

A taxa de inflação da maior economia europeia desceu de 2%, em abril, para 1,4% em maio.

 

Esta descida nos preços no consumidor dá indicações sobre a tendência económica na Zona Euro. A inflação abaixo do previsto significa também um alívio para o Banco Central Europeu – BCP.

 

Este resultado da inflação na Alemanha ficou abaixo da meta definida anteriormente pelo BCP. As estimativas dos economistas consultados pela agência Reuters previam uma subida dos preços de 1,6%.

 

Inflação na Alemanha: os resultados nos estados mais importantes

 

Os dados avançados hoje também deram conta da queda da taxa de inflação nos diferentes estados alemães.

 

Na Renânia do Norte-Vestfália, a inflação anual desceu dos 2,1% para 1,6%. Em Hesse, um estado na região central do país, esta caiu para os 1,7%.

 

Já em Saxónia, este resultado fixou-se em 1,6%, e em Baden-Württemberg em 1,5%. Na Baviera e em Brandemburgo, a taxa de inflação passou para 1,4%.

 

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Inflação na Alemanha e na Zona Euro

 

Desde o final do ano passado que o crescimento dos preços na Zona Euro tem acelerado. No entanto, os especialistas alertaram que esta subida é motivada, principalmente, pelos custos da energia.

 

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, defendeu, no Parlamento Europeu, que a política monetária flexível deve ser mantida.

 

Segundo Mario Draghi, “as pressões dos custos internos, principalmente dos salários, ainda são insuficientes para sustentar uma convergência duradoura e auto-sustentável da inflação em relação ao nosso objetivo a médio prazo”.

 

O presidente do BCP acrescentou também que o banco continua “firmemente convencido de que ainda é necessária uma quantidade extraordinária de apoio da política monetária”.

 

Para a inflação na Zona Euro está prevista uma descida de 1,9%, em abril, para 1,5% em maio.

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